víde-o-rais

Jundiaí, São Paulo, Brazil
sê-de se-de

segunda-feira, 13 de julho de 2015


As salas de dia eram escuras, meu pai botava aquela novela irmãos coragem, a televisão era de valva, naquele tempo, a minha irmã mijava na cama todo dia, meu pai pegava a minha irmã e batia, mais batia3 ela tinha problema de urina e ele batia muito nela, muito, muito, muito ném nela mesmo, todo dia. aí a noite, pra você ver: o dia era escuro e a noite também, então imagina? quando chegava a noite eu ouvia assim, ó, ouvia, eu via um velho assim todo de branco, eu via uma criança de vestido todo rodado. a noite eu ficava assombrada, eu não conseguia dormir. aí quando chegava de manhã, eu ia pro colégio estudar, nada entrava na minha mente  pra mim conseguir ler nem aprender letra nenhuma. aí eu ia pro colégio e não entendia nada que a professora falava ném, não conseguia soletrar a letra, eu não conseguia. Aí, quando chegava de manhã meu pai, meu pai olhava lá a minha irmã toda mijada ele agarrava ela pelos cabelos e batia muito e eu não estava mais agüentando aquilo, eu pequena, eu tinha oito anos, eu acho que eu sempre fui a ovelha negra da família, aí, de manhãzinha, acho que foi deus ou um anjo que estava em mim todo dia de manhã, pra me ajudar, aí eu pegava lençol seco e cobria e forrava a cama dela com lençol seco da minha irmã com lençol seco, eu tinha oito anos de idade, mandava ele tirar a roupa, mandava ela deitar, pegava o lençol molhado de mijo, eu pequenininha, botava tudo dentro do tanque com medo do meu pai bater nela, espancar ela  de novo, aí eu ia lá e acordava ele, deitado, ele gostava que penteasse os cabelos dele, e eu pai pai, porquê ela não era filha dele não, e eu pai pai, porque quando minha mãe foi morar com ele, ela já tinha três filhos, tinha ela e tinha mais dois meninos,  ai eu ”pai acorda, pai acorda” -  “que tu qué menina?” eu “calma pai, calma”, alisando o cabelo dele, eu morrendo de medo, cheia de medo eu era pequena, “pai a Fátima não mijou pai, a Fátima tá sequinha”, ele: “ah meu braço num vai cansá hoje”, aí todo dia eu fazia isso, aí chegava tipo umas dez horas a gente levantava e ele “ó, você vai pegar comida de porco...”, meu pai tinha mais de 15 porco atrás assim do terreno assim, e mais de 50 quartos alugados e tinha um bar na frente, minha mãe dava atenção, (aqui no Rio de Janeiro?) aqui no Rio de Janeiro, aí nós ia pegar comida na Nova Holanda, a gente ia de segunda feira com o carrinho na feira e pegava comida de porco quando não tinha aula pra nóis, né? aí , de manhã cedo, porquê a gente estudava de manhã, num colégio que tinha lá em Bonsucesso, no Parque União, quando num tinha aula PA gente a gente ia pegar, ai quando tinha quem ia pega a comida de porco, quem ia pega a folha na feira era meu irmão com um carrinho grandão, e ai eu fui crescendo...  qualquer coisa ele te espancava, tudo que acontecia dentro de casa minha mãe tinha que ficar quieta se minha mãe falasse assim pra ele, e ele batia em nós e tinha uma coisa, minha mãe comprava de manhã cedo ou catava feijão outro catava o arroz, cada um fazia um serviço ninguém ficava atoa, e tinha uma coisa lá em casa também, quando chegava seis horas todo mundo ajoelhava  e orava a oração da ave Maria... ave maria... Então quando chegava... antes de dez horas nóis ia dormir. Antes de dez horas nós já tava dormindo. Nada que acontecia... nós não podia sentar e cobversar com o meu pai. Minha mçãe timhja medo dele, nós tinha medo dele e nós crescemos assi... vendo assombração. Toda  noite eu via uma  mulher andando, uma vez eu vi uma m ulher com uma troxa na cabeça com chifre andando dentro de casa assim ó... eu via cobra andando na parede... e era assim ó, tudo que eu sonhava Rodrigo acontecia  no outro dia. Eu sonhei que a mulher roubou os prco todnho da minha mãe, no outro dia acpnteceu. Eu sonhava que no outro dia eu levava..;. e o cara confundiu comigo, tinha uma Tânia lá onde eu morava que parecia comigo . O cara... essa meninja mandou... chegou o homem... o homem falou pro meu pai... o homem falou que foi eu... quem apanhou? foi eu. Meu pai quase me matou. Ó aqui... eu tenho marca... eu tenho marca de correia na perna. O homem fslou que eu tinha zingado ele, meu pai pegou e quanse me matou. Toda noite eu via assombração, todas as noite... aí quando is pra estudar Rodrigo, eu ia pro colégio eu não conseguia ler, eu não conseguia soletrar mada e aí foi mexendo, mexendo com a minha mente e até hoje... eu consigo ler pouquinho, escrever m eu nome, pegar ônibus, eu consilo ler e não pegar onubus errado... mas assim, mexeu com a minha mente, me deiou uma, uma... (nenhuma das suas irmãs estudaram? Todas elas aprenderam a ler. Eu não conseguia ler por esse motivo, por causa dessas almas que apareciam pra mim quando era pequena. E tudo que ka aconrecer eu via Rodrigo no outro dia. E tudom tipo assim... tudo que ia acobtecer, ia acontecer uma coisa de ruim comigo, eu sei, eu sonho, eu sonho, eu sonho... meu sonho antigamente parecia real prs mim, agora aparece uma visão um poiucvo mais distante. As vezes aparece umas luz, umas estreças na minha frente assim Rodrigo, assim... uma luz Rodrigo, eu já procurei umas pessoas pra poder conversar sibre essa lux que aparece pra mim... mas ninguem... mas ninguem assim sabe... nem pastor nem essas pessoas assim que sabe, entendeu, que entende assim de esíritos ainda não procurou... ainda não me explicou essa cposas todas que aconteceu comigo. já procurei saber dessa luz... que aoarece assim pra mim... luz. luz... umas estrelinhs assim ó, bem fraquinham parece umavagalme a´parecendo pra mim assim. Quando tá pra acontecer alguma coisa de ruim pra mim essas estrlas aparecem pra mim me avisando agora. Uma vez quando meu tava grávida com o maio barrigão eu tive um sonho nem tava com sete meses olha só eu tive um, sonho que apareceu uma moça toda de branco ela chorava e eu ria eu rindo rindo e ela chorava.la falou pra mim você vai ganhar uma menina. Aí acabou nascendo uma menina ne o pai dela era também uma pessoa que não valia nada larguei ele minto, larguei nada ela nasceu minha mãe me deu um barraco fui morar no barraco com a minha mãe, fui embora pra minas, vendi o barraco e fui embora pra minas. Quando eu chego em minas era assim... nunca tinha viajado né? Minto! Tô mentindo... tinha viajado sim com ele pra minas... mas eu tava com vontade de mostrar a filha dele, a família entendeu? Pra ela conhecer a vó dela né? Aí fomos, vendemos o barraco e fomos embora pra Minas. Quando chegou em Minas, né, tudo bonito, tudo bem, um terreno grandão, enorme, tinha cinco casas. Aí no primeiro dia me trataram bem, no segundo, no terceiro me trataram bem, meu filho... depois começaram me tratar mal e eu... da primeira vez que eu tinha ido lá era pra ter tomado vergonhas na cara ne, mas não tive né, gostava dele, perguntei pra onde ele ia o pai dos meus filhos meu marido, pa da minha filha eu tinha que ir com ele, se dei mal... (tentou uma vez...) a segunda né? Se dei mal... fiquei igual loca procurando serviço lá no bairro lá chamado... é... Arataca... arrumei um trabalho, fui trabalhar... adoeceram minha filha, minha filha quase mataram... a minha filha... aí eu falei: vou embora pro Rio, vou embora pro Rio, tinha três meses lá sofrendo. Café? Não via café não meu filho... pão? Não via não... sabe o que nós comia lá? Eles pegavam banana, banana verde, cozinhssxssxavam a banana e temperava no alho pra nós comer. Ah eu não tava mais aguentando não, tava passando muita fome, minha filha internada, terminei batendo nas casas, nas portas, aí lá tinha uma casa: não, preciso de empregada sim. Sabe fazer o quê?” Uma louça, uma comida, umas roupa, sei lavar uma casa... ela: - “Tá bom”, na mesma hora me empregou. Trabalhei na mulher, trabalhei na casa dessa mulher. Eu tinha que andar sabe quantos quilômetros pra chegar nessa casa ném? Pra chegar na casa dessa mulher? Tiop daqui na praia Vermelha... era uma casa aqui, uma casa ali, tudo mato, tudo roça. Eu tinha medo de andar esperava uma pessoa passar e ia junto. Trabalhei trabalhei até ter o dinheiro da passagem pra vim embora pro Rio. Aí vim embora pro Rio... conheci... vim embpra pro Rio... conheci... três meses, quatro meses no Rio conheci... conheci... o pai do meu filho, o Sabará... aí conheci o Sabará me engravidei dele fui morar com ele. não gostava dele... não gostava. ele foi o melhor homem que eu arrumei, não faltava nada. Trabalhador mas eu não gostava dele, não gostava! Não gostava nem de fazer sexo com ele. Me separei dele, fiquei com meu filho e todo mês ele ajudava ajudava ajudava ajudava. Depois fumos pra São Paulo e eu fiquei criando meu filho e minha filha sozinha e eu crie meus dois filhos. Nisso minha filha foi crescendo, foi ficando mocinha aí eu conheci um tal de Adilson que morava lá no Jardim Metrópole, daí eu fiquei com ele. Esse Adilson não era coisa boa... não era coisa boa... Arrumamo um quarto, alugamo um quarto né, me engravidei dele, do Tony, engravidei do Tony, e aminha filha crescendo  minha filha crescendo aí pegou uma bronquite. A mãe dele deu um remédio de tirar álcool, que passava no comercial deu pra ele e ele que morreu. Não podia mais trabalhar... E a gente passando necessidade no barraco Aí deu a enchente..gggggggggggg. olha só... deu a enchente, deu a enchente e nós tudo dormindo 

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